quinta-feira, 3 de março de 2016

O que são Transtornos Alimentares? Causas, tipos e tratamento.





O que são Transtornos Alimentares? Causas, tipos e tratamento.

Histórico 

Entre os séculos XVII e XIX, a Anorexia Nervosa era denominada Anorexia Histérica, Apepsia Histérica e Compunção Nervosa, possuindo diferentes descrições científicas. Naquele período, considerava-se a Anorexia Nervosa como um transtorno que acometia exclusivamente as mulheres. Em 1939 estabeleceu-se o diagnóstico diferencial entre a Caquexia Hipofisária (uma doença de causa orgânica, na qual puérperas sofriam uma perda de peso severa e acabavam morrendo) e a Anorexia Nervosa.

O aumento da incidência dos Transtornos Alimentares na população feminina está intimamente relacionado às mudanças nos padrões de beleza e às exigências sociais. Assim, atualmente evidencia-se uma cultura do emagrecimento, na qual para obter êxito e aceitação social, o indivíduo (principalmente as mulheres) deve estar dentro deste padrão estético imposto pela sociedade. (6)

O que são Transtornos Alimentares?

Os Transtornos Alimentares são caracterizados por perturbações no comportamento alimentar, podendo levar ao emagrecimento extremo (caquexia - devido à inadequada redução da alimentação), à obesidade (devido à ingestão de grandes quantidades de comida), ou outros problemas físicos. Os principais tipos de Transtorno Alimentar são a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa, e ambos têm como características comuns: uma intensa preocupação como o peso e o medo excessivo de engordar, uma percepção distorcida da forma corporal, e a auto-avaliação baseada no peso e na forma física. (1, 3, 10, 11)

Alguns autores caracterizam os Transtornos Alimentares como síndromes ligadas à cultura de determinadas sociedades. O que evidencia esta hipótese é o fato de que a Anorexia e a Bulimia têm uma prevalência maior entre mulheres jovens de países ocidentais, principalmente as que pertencem às camadas sociais mais privilegiadas. (3)

Quais são as causas?

A etiologia dos Transtornos Alimentares está associada principalmente aos aspecto sócio-cultural, embora não se deva descartar os fatores biológicos, psicológicos e familiares. (3, 10, 11)

A pressão cultural por manter-se magro, seja apenas para atender à um padrão estético, ou pela exigência de certas profissões (moda, esportes), aliada à presença de uma baixa auto-estima, tornam o indivíduo mais propenso à desenvolver um quadro de Anorexia ou Bulimia. (10)

Quanto aos aspectos biológicos, sabe-se que o neurotransmissor chamado serotonina pode afetar o apetite, bem como o humor e o controle dos impulsos no indivíduo. Algumas pesquisas buscam investigar como os Transtornos Alimentares podem alterar os níveis de serotonina no cérebro, e também a maneira que o sistema nervoso projeta informações para o corpo sobre a fome e a saciedade. Por exemplo, a maioria das mulheres apresenta melhora do humor e do sentimento de bem estar depois de comerem, entretanto para as mulheres com anorexia, o não comer é que desencadeia a melhora do humor e do bem estar. (10)

Tipos de Transtornos Alimentares

1. Anorexia

Este quadro se caracteriza principalmente pela recusa do indivíduo em manter um peso mínimo esperado para a idade e a altura (menos de 85%) através da restrição do comportamento alimentar, pelo temor excessivo em ganhar peso, e pela distorção da percepção da imagem corporal. (1, 2, 4, 9, 10)

A perda do peso é obtida pela redução intensa da dieta alimentar. Geralmente no início são restritos apenas os alimentos considerados calóricos, porém com o progresso da doença, observa-se uma dieta extremamente limitada. (1, 4)

O medo de engordar não é compensado pela intensa perda de peso, havendo um aumento dessa preocupação à medida que o peso real diminui. (1, 4) Algumas pessoas acreditam estar acima do peso de uma forma geral, outras se preocupam com a gordura em partes específicas do corpo. Nesse sentido, é muito comum a pessoa se pesar com freqüência, medir obsessivamente as partes do corpo, ou usar insistentemente um espelho para verificar as áreas que percebe estarem gordas. (1, 4)

A auto-estima da pessoa anoréxica está relacionada à forma corporal e ao peso. Sendo assim, a perda de peso é vista como uma conquista e autodisciplina, enquanto o ganho de peso é considerado um fracasso do autocontrole. (1, 4,) Apesar de alguns indivíduos reconhecerem que estão magros, eles desconsideram as implicações que esse estado pode levar a saúde. (1, 4, 9)

A amenorréia (ausência de pelo menos três ciclos menstruais) é um importante indicador fisiológico da Anorexia Nervosa. Em meninas pré-púberes a menarca pode ser retardada devido à doença. (1, 4, 11)

Muitos são os problemas fisiológicos decorrentes da Anorexia Nervosa, e que podem levar o indivíduo a morte. (10, 11) O índice de mortalidade entre pessoas com a doença é 12 vezes maior do que o número de mortes causadas por todas as outras doenças na população feminina entre 15 e 24 anos de idade. As causas de morte são as complicações decorrentes da Anorexia Nervosa, como infecções importantes, alterações metabólicas devido à desnutrição, desequilíbrio eletrolítico e suicídio. (4, 10, 11)

2. Bulimia

Este quadro de Transtorno Alimentar é caracterizado por compulsões alimentares periódicas (ingestão de uma grande quantidade de comida em um curto espaço de tempo), seguidas de métodos compensatórios inadequados (vômitos auto-induzidos, uso inadequado de laxantes ou diuréticos, prática de exercícios em excesso) para evitar o ganho de peso. Assim como na Anorexia Nervosa, o indivíduo bulímico apresenta uma auto-avaliação baseada na forma física e no peso corporal. (1, 2, 5,10, 11)

Para se estabelecer o diagnóstico de Bulimia Nervosa, estes comportamentos devem estar presentes por pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de três meses. (1, 5) Embora haja uma variedade dos tipos de alimentos ingeridos nos ataques de hiperfagia (compulsão alimentar), o mais comum é o consumo de doces ou outros alimentos de alto teor calórico. (1, 5)

As pessoas acometidas pela Bulimia Nervosa, ocultam seus comportamentos patológicos da família e das pessoas que as cercam, e muitas vezes se envergonham de seus atos compensatórios. (1, 5, 10, 11) Normalmente, não há perda de peso significativa nas pessoas com Bulimia, trazendo portanto, maior dificuldade para a família identificar o problema. (11)

Entre os problemas fisiológicos conseqüentes dos episódios bulímicos estão o desequilíbrio eletrolítico, perda de potássio, inflamação do esôfago, e danos no esmalte dos dentes. (10)

3. Transtorno do Comer Compulsivo

Os indivíduos com este Transtorno apresentam episódios de compulsão alimentar, porém diferentemente da Bulimia Nervosa, não utilizam métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos, nem a preocupação irracional com o peso e a forma corporal. (3, 9, 10, 11)

As pessoas com Transtorno do Comer Compulsivo perdem o controle durante os freqüentes ataques de binge eating (comer compulsivo), e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis. (3, 9, 10, 11) A maioria é obesa, e uma parcela significativa das pessoas que fazem controle alimentar e de peso com acompanhamento médico sofrem deste Transtorno. (3, 9)

Para ser estabelecido este diagnóstico, os ataques de comer compulsivamente devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de seis meses, e obedecer aos seguintes critérios: (3, 11)

Episódios repetidos de bing eating;
Durante a ocorrência dos episódios, devem estar presentes no mínimo três dos indicadores abaixo:
a) Comer muito mais rápido que o normal;
b) Comer até sentir-se desconfortável fisicamente;
c) Ingerir grandes quantidades de comida, mesmo estando sem fome;
d) Comer sozinho por sentir-se envergonhado da quantidade de comida ingerida;
e) Sentir-se culpado e/ou deprimido após o episódio.*
* Esses sentimentos podem levar o indivíduo a apresentar novos episódios de binge eating, formando-se assim um ciclo.

4. Obesidade

Sabe-se atualmente que algumas pessoas possuem mais facilidade para acumular gordura do que outras. Esta informação envolve aspectos metabólicos, genéticos, culturais e comportamentais, descartando-se assim a antiga idéia de que o obeso era uma pessoa gulosa, desprovida de controle e de vontade de cuidar de si próprio. (8)

Certas doenças endócrinas, como hipotireoidismo ou outros desequilíbrios hormonais, podem colocar o indivíduo sob uma maior propenão a tornar-se obeso, porém estes casos significam apenas 2% do total. (8)

Em relação ao componente emocional da obesidade, estudos revelam que entre os pacientes obesos há uma alta incidência (cerca de 75%) de comportamentos de compulsão alimentar. Pacientes obesos com compulsão alimentar apresentam uma propenão maior a desenvolver co-morbidades, como Transtornos de Humor, Transtornos de Ansiedade e Bulimia Nervosa, e não apresentam resultados positivos em programas de perda de peso, quando comparados a pacientes obesos sem compulsão alimentar. Tal fato mostra que é necessário desenvolver programas diferentes para pacientes compulsivos e não-compulsivos. (8)

5. Vigorexia

Apesar de não estar caracterizado estritamente como um quadro de Transtorno Alimentar, mas como uma patologia obsessivo-compulsiva, a Vigorexia se caracteriza pela obsessão por músculos, pela compulsão aos exercícios e pelo consumo de substâncias que prometem o aumento da massa muscular (como anabolizantes). Assim como as pessoas que têm Anorexia ou Bulimia, os portadores da Vigorexia apresentam uma percepção distorcida da imagem corporal. (6)

6. Síndrome do Gourmet

Os indivíduos que apresentam este quadro estão insistentemente preocupados na preparação, compra, apresentação e ingestão de pratos especiais e/ou exóticos, colocando em segundo plano suas relação sociais, familiares e ocupacionais. (3)

7. Transtorno Alimentar Noturno

Caracteriza-se pelo comportamento alimentar durante a noite, mesmo que a pessoa continue dormindo. não lembram de nada ao despertar, e negam sobre o fato quando informados por outra pessoa. Um fato importante é que são pessoas que geralmente fazem algum tipo de regime alimentar durante o dia. (3)

8. Pica

Este é um transtorno que se caracteriza pela ingestão de substâncias não comestíveis como sabonete, tijolo, argila, cascas de pintura, gesso, giz, cinzas de cigarro, etc. As pessoas com maior propenão a desenvolver o Transtorno de Pica são mulheres com tendência histérica, grávidas, pessoas de certos grupos étnicos nos quais estes comportamentos são considerados normais, e indivíduos que passaram por sérias restrições no comportamento alimentar. (1, 3, 7)


O tratamento dos Transtornos Alimentares busca restaurar o comportamento alimentar adequado, e restabelecer o peso considerado normal para a idade e a altura do indivíduo. O objetivo do tratamento é tirar o indivíduo do desequilíbrio clínico que a gravidade dos sintomas pode gerar. (9, 10, 11)

Por serem quadros de extrema complexidade, os Transtornos Alimentares requerem um tratamento realizado por equipe multiprofissional, com psicólogo, nutricionista, médico endocrinologista e médico psiquiatra. (10, 11)

Em relação ao restabelecimento da saúde mental, o psiquiatra e o psicólogo são os profissionais melhor preparados para realizar a avaliação e traçar estratégias para o tratamento do transtorno. O psiquiatria poderá medicar o paciente de acordo com patologia original e as comorbidades mentais, a fim de resgatar o equilíbrio do humor. Já o trabalho do psicólogo tem o objetivo de tratar as relações do indivíduo, quer seja com sua família, com a sociedade e, principalmente, consigo mesmo. O processo psicoterápico auxilia na recuperação da auto estima, oferecendo um caminho de descoberta das causas dos sintomas, possibilitando o lançamento de estratégias e habilidades para melhor lidar com os desequilíbrios emocionais (Veja maiores detalhes na seção "Processo Psicoterápico").


Referências Bibliográficas

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais - 4º edição. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 845 p.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. 351 p.
http://www.psiqweb.med.br/alimentar.html
http://www.psiqweb.med.br/anorexia.html
http://www.psiqweb.med.br/bulimia.html
http://sites.uol.com.br/gballone/alimentar/vigorexia.html
http://www.anred.com/pica.html
http://www.psiqweb.med.br/infantil/obesid2.html
http://www.inef.com.br/transtornos_alimentares.htm
http://www.4woman.gov/faq/eatingdi.htm

http://www.nimh.nih.gov/publicat/eatingdisorder.cfm

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Fome ou Vontade de comer ???





A obesidade ou sobrepeso é hoje um mal que já atinge quase metade da população brasileira e tem diversas causas.
A relação entre a fome verdadeira e a simples vontade de comer é um desses fatores. Isso porque devido à crescente incidência de males como ansiedade, estresse e depressão, muitos estão descontando todas as frustrações e problemas diários na comida e, consequentemente, ingerindo uma quantidade de alimentos bem maior do que organismo precisa para viver.
Isso geralmente acontece porque o desequilíbrio emocional pode gerar uma queda no nível de serotonina no organismo. Esse neurotransmissor, responsável pela sensação de bem-estar, é produzido pelo corpo quando açúcares são ingeridos. Nestes casos, a pessoa come simplesmente para tentar preencher o vazio emocional e se sentir melhor. "O indivíduo busca no alimento a sensação de bem-estar que está faltando E as mulheres saem em desvantagem neste quesito. Já a fome verdadeira é bem diferente e resulta da necessidade fisiológica do organismo de obter nutrientes. "Quando a nossa taxa de açúcar no sangue fica baixa, no período entre as refeições, o cérebro entende que o combustível para manutenção das funções vitais está acabando e então envia sinais ao corpo. É quando sentimos o estômago “reclamando”.
E ela tem "sintomas" físicos bem definidos. "Sentimos o estômago roncar, e se não nos alimentarmos logo, pode ocorrer a dor de cabeça, que só vai passar depois que for feita a refeição".
Do ponto de vista psicológico, a ligação entre emoções e comida começa quando ainda se é bebê, muito antes de qualquer desequilíbrio químico no organismo. "A relação afetiva com o alimento começa já no nascimento, quando precisamos mamar para sobreviver física e emocionalmente", O ato de mamar passa, então, a ser associado pelo bebê à sensação de afeto e proteção. Além dessa ligação, há também as lembranças que alguns alimentos despertam. Pode ser aquele bolinho de chuva da infância ou o peru de todos os Natais, quando os avós ainda estavam vivos. "É quando sentimos vontade de determinado prato por nos lembrarmos de alguma pessoa ou situação que nosso cérebro registrou como sendo um momento importante ou prazeroso".
Estímulos externos também podem despertar a vontade de comer sem que estejamos com fome. É o caso daquele cheiro de comida no corredor do prédio ou da pizza quentinha do delivery ao lado de casa. "Quando o odor de alguma preparação vem pelo ar, podemos sentir vontade de comer aquele alimento.
Culpa
A vontade de comer que ultrapassa o limite aceitável e leva à obesidade é uma armadilha da qual é difícil sair. Ela gera um círculo vicioso de culpa e baixa autoestima que pode fazer a pessoa se afundar cada vez mais no mar de alimentos.

"As emoções mal direcionadas levam o indivíduo a comer demais e à obesidade. Isso gera frustração, complexos, carência, solidão, isolamento intencional, enfim, ele se sente culpado por comer demais e come ainda mais para superar a culpa. Cria-se assim um circulo vicioso onde a principal vitima é ele próprio

Isso tudo sem contar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta e colesterol que a obesidade acarreta.

Para quebrar o círculo vicioso da comida, o tratamento ideal envolve uma equipe multidisciplinar que inclui nutricionista , educadores físicos e terapeuta. "Um time de especialistas que acompanhe a dieta, os horários e ajude a observar os gatilhos emocionais que geram o comer abusivo”.
" As mulheres devem prestar especial atenção aos sinais de seus corpos. "Elas são mais ‘emocionais' que os homens, então é mais comum que descontem suas angústias e alegrias na comida. Além disso, na fase de TPM, pela mudança hormonal, pode aumentar o desejo por doces e chocolates




Vida regrada
Uma alimentação balanceada ajuda muito na tarefa de identificar a fome quando ela vem. O ideal é comer de forma fracionada ao longo do dia, a cada três horas. A constância nos horários das refeições também ajuda o organismo a se "autorregular" e a comunicar quando a fome chega e qual o ponto em que o corpo está saciado.
"A vontade de comer pode ser aliviada com o consumo de alimentos ricos em fibras, como aveia, mamão, soja e cereais integrais (arroz, granolas e castanhas). Uma das propriedades das fibras é a sensação de saciedade, a qual reduz o apetite".

Em todos os casos, é sempre importante procurar um médico, para que ele oriente qual o melhor tratamento em cada caso e descarte outros fatores que podem levar à vontade de comer algo, como deficiência nutricional, problemas metabólicos ou hormonais.
 Sete dicas para manter o foco na hora de comer:
Antes de começar qualquer dieta, tenha uma meta clara e definida em relação ao processo de emagrecimento e resultados esperados para se manter envolvido no processo. Se pergunte o que vale mais: a satisfação de comer uma batata frita no curto prazo ou o ter corpo mais esbelto e sadio num futuro próximo?
  • Comunique as pessoas de seu convívio sobre sua decisão de emagrecer e explique o método que escolheu. Isso ajudará você a receber apoio e suporte externo, caso passe por momentos de instabilidade durante o processo
  • Antes de iniciar qualquer refeição, se desligue dos problemas e não leve sentimentos de raiva, tristeza e outras emoções negativas para a mesa. Não contamine o seu momento de equilíbrio e de saúde. Faça um exercício de respiração e mentalize sua meta
  • Mantenha-se focado durante a alimentação, prestando atenção na montagem e organização do prato, nas cores e no cheiro da comida, assim como na mastigação e nos sabores. Aproveite cada instante para saciar todos os sentidos
  • Durante a mastigação, observe os seus pensamentos mais comuns. Esse é um excelente momento para verificar se está substituindo suas carências afetivas pela comida
  • Ao final de cada dia, faça uma breve revisão do que foi sentido e procure se recordar das emoções mais presentes, analisando o que de fato interessa guardar e "carregar" para o dia seguinte. Sobrecarregar-se sem necessidade pode gerar muita ansiedade e desconforto. A higiene mental diária pode ser a chave para manter o controle das emoções
  • Parabenize-se pelas vitórias do dia, por cada hábito positivo que conseguiu implantar e por mais um degrau avançado rumo a meta


Studio Fitness Med Square
Rua Rafael Marino Neto, 222, Jardin Karaíba – Uberlândia-MG
Contato: 99252-7194 Whtasaap
Instagram: @projeto60dias_ct /  @treinador.cassiano.teixeira
.
.
.
.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016




Boa tarde, hoje vamos lhe orientar de forma bem clara e fácil como emagrecer de forma saudável usando um simples segredo: para emagrecer, você precisa modificar seus hábitos.

Não apenas os hábitos comportamentais, aquilo que você deve fazer ou deixar de fazer, que são o foco da maioria dos programas de emagrecimento, que dizem o que você deve comer ou deixar de comer, e como se exercitar.

Mas, principalmente, como reprogramar os hábitos mentais e emocionais, aqueles que são o segredo de você se manter motivado e decidido a fazer o que é necessário para emagrecer, ou a se sabotar durante o processo.

Você aprenderá primeiro a se programar mentalmente, porque sem isso não há dieta alimentar e nem rotina de exercícios que deem certo se você não reprogramar sua mente para pensar e sentir como uma pessoa magra.

E daí, aprenderá o poder da presença e da consciência para aumentar sua motivação para se aproximar do que é importante para você ao emagrecer: saúde, vitalidade, autoestima, beleza, disposição física, atratividade.

Hoje, queremos ressaltar apenas isso: para se tornar uma pessoa magra, você deve agir como uma pessoa magra. Fazer as coisas que elas fazem. Adquirir seus hábitos de alimentação, exercícios, estilo de vida. Mas isso não é suficiente. Você precisa adquirir os hábitos de pensamento e emoção de uma pessoa magra e saudável.

Uma pessoa magra não pensa: “vou comer tudo o que está no prato, porque senão seria desperdício”. Isso é um pensamento sabotador. Ou algo como “não posso comer chocolate, porque engorda. Já que comi esse pedacinho, agora vou comer como um louco tudo o que vir pela frente”. Esses são típicos pensamentos de gordo.

Recomendo a você, que nesta semana, anote em papel toda ou em seu smartphone, toda vez que tiver um pensamento típico de gordo. Aumente sua consciência para perceber quando este tipo de pensamento passar pela sua cabeça. O tipo de pensamento que costuma sabotar seu objetivo de se tornar uma pessoa magra.

Quando este pensamento passar pela sua cabeça: diga para você mentalmente. Isso é só um pensamento de gordo. Como um magro pensaria ? E responda como um magro pensaria ou falaria.

Alguns outros exemplos de pensamentos gordos autos sabotadores e respostas magras.

Pensamento de gordo: “Eu preciso emagrecer 20 kg. Ah, é tão difícil que não sei nem como começar. Acho que nunca vou conseguir. ”

Pensamento de magro: “Posso emagrecer 1 kg ou 2 kg este mês, e depois que conseguir este passo, penso nos passos seguintes. Uma coisa de cada vez

Pensamento de gordo: “Já que paguei 50 reais por esse buffet, vou comer tudo o que for gostoso”.

Pensamento de magro: “Não estou com tanta fome. Da próxima vez acho que vou procurar um lugar mais barato. Não é porque paguei 50 reais que vou me castigar comendo mais do que preciso. Vou fazer uma pequena porção com alimentos saudáveis e gostosos que não estou acostumado a comer no dia a dia”

Pensamento de gordo: “Hoje é sexta-feira, estou super estressado porque passei uma semana difícil. Eu mereço comer aquela pizza enorme e me afogar na cerveja para desestressar”.

Pensamento de magro: “Hoje é sexta-feira, estou super estressado porque passei uma semana difícil. Eu mereço ir para casa comer algo mais leve e dormir mais cedo para ter um sono reparador, ou, quem sabe, assistir aquele filminho relaxante com minha esposa e depois namorar um pouco”.

Você entendeu o espírito da coisa? Toda vez que um pensamento de gordo passar pela sua cabeça, reconheça isso, saiba que você não precisa acreditar nele ou obedecê-lo. É apenas um hábito, um pensamento automático, que não te ajuda a se aproximar do que você quer. Experimente dizer para você mesmo mentalmente o que diria uma pessoa magra, o tal “pensamento de magro”. Faça disso um hábito.


Tenha uma ótima semana com pensamentos de magro!!!

Studio Fitness Med Square
Rua Rafael Marino Neto, 222, Jardin Karaíba – Uberlândia-MG
Contato: 99252-7194 Whtasaap

Instagram: @projeto60dias_ct /  @treinador.cassiano.teixeira

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016


Dietas da Moda: Um método fácil com consequências perigosas.



A busca pelo estereótipo de “corpo perfeito” nos dias atuais vem tornando-se cada vez mais frequente na vida da população, de modo que muitos são capazes de aderir a inúmeros métodos – sejam eles bons ou ruins para a saúde, para conquistar o corpo ideal.


Muitos objetivam a perda de peso, outros o ganho de massa muscular, alguns desejam melhorar a alimentação, o que não falta é um leque de opções para cada um escolher como chegar ao seu “ideal”. Mas vamos focar na perda de peso.


É comum vermos casos diários de pessoas que desejam perder dois, três, cinco, dez, quinze quilos o mais rápido possível para se sentir bem com o seu corpo.


A partir daí vale qualquer coisa, desde tomar medicamentos de forma indevida (inibidores de apetite), ficar um longo período em jejum e aderir a dietas sem prescrição, orientação e acompanhamento de um profissional especializado, nesse caso o nutricionista.


Nesse contexto, uma vasta oferta de dietas milagrosas prometendo uma perda de peso rápida e sem sofrimento é apresentada a população. Em geral, são dietas desequilibradas e com deficiência de nutrientes.


Os meios de comunicação em massa, principalmente a internet, são os principais facilitadores para a divulgação de informações verídicas ou não, benéficas ou não, comprovadas cientificamente ou não. Sendo assim, o que é divulgado atinge um grande público, sem a preocupação se ajudará ou não a população.


As dietas da moda, apesar de proporcionarem uma perda de peso em curto prazo devido à restrição calórica, dificilmente são mantidas. Justamente por que não é feita uma reeducação alimentar, que nada mais é que o processo de mudança e melhora no comportamento alimentar de um indivíduo. Dessa forma, o indivíduo perde peso enquanto mantém a dieta, porém quando a interrompe, volta a engordar por vezes superando o peso anterior a perda.


Algumas dessas dietas da moda são: a dieta do tipo sanguíneo, a dieta da sopa, a dieta da lua, a dieta do atum, a dieta dos pontos, a dieta dos líquidos, dentre outras.


Entenda um pouco sobre cada uma.


Dieta do tipo sanguíneo: A dieta do tipo sanguíneo foi proposta por D’Adamo e, de acordo com observações feitas por ele, existe uma correlação entre o metabolismo e o tipo sanguíneo. Assim, para cada grupo sanguíneo existem alimentos liberados e outros não indicados para o consumo. Não possui comprovação científica quanto à sua eficácia, não promove uma reeducação alimentar e leva a carências nutricionais.


Dieta da sopa: de acordo com esta dieta, preconiza-se o consumo somente de sopa preparada com vários legumes, predominantemente repolho, três vezes ao dia, por uma semana. Similar à dieta da lua em composição, porém com o agravante de se utilizar a dieta líquida continuamente por um tempo maior, o que possivelmente espolia as reservas corporais de ferro. Também não leva à reeducação alimentar.


Dieta da lua: preconiza que a cada mudança de fase da lua se consuma apenas líquido durante 24h.


Dieta dos pontos: nessa dieta, a pessoa controla os pontos ao invés das calorias dos alimentos. Cada ponto corresponde a cerca de 3,6 calorias, baseado no seu valor nutricional. A pessoa deve anotar o que come durante o dia e fazer o somatório, que não deve passar de 300 para as mulheres e 400 pontos para os homens. Essa dieta focaliza apenas a quantidade de alimentos consumidos, sem incentivar uma alimentação nutricionalmente equilibrada.


Dieta dos líquidos: possui semelhança com a dieta da sopa.


Estudos científicos comprovaram que as dietas muito restritas em calorias resultam numa perda de peso rápido, porém com consequência prejudiciais a saúde. Há relatos de sintomas como fraqueza, irritabilidade, dor de cabeça, queda de cabelo, unhas fracas e desmaios, sendo o fator mais prejudicial o jejum prolongado.


Algumas pesquisas relataram que cerca de 70% das pessoas que aderiram a essas dietas voltaram a ganhar peso depois que interromperam o processo e 45% considerou o processo muito ruim.




Portanto, partindo do princípio que cada organismo é único e que cada um tem sua individualidade biológica, a melhor maneira para uma perda de peso eficaz, que traga benefícios a sua saúde e uma melhor qualidade de vida ocorre através da reeducação alimentar, onde o ponto chave é mudança no estilo de vida, que em muitas situações, não ocorre facilmente, sendo o processo mais árduo, porém o mais eficiente a médio e longo prazo, tendo como base uma alimentação equilibrada nutricionalmente aliada a prática de exercícios físicos.


Fontes:


BRANDÃO, V. L.; NASCIMENTO FILHO, I. D.; OGAWA, W. N. Emagrecer: dietas da moda versus reeducação alimentar. Revista Cereus, v. 5, n. 3, p. 154-160, mai-ago, 2013.


BETONI, F.; ZANARDO, V. P. S.; CENI, G. C.Avaliação de utilização de dietas da moda por pacientes de um ambulatório de especialidades em nutrição e suas implicações no metabolismo. ConScientiae Saúde, v. 9, n. 3, p. 430-440, 2010.




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Bom dia a todos , hoje um vídeo esclarecendo porque músculo pesa mais que gordura e a relação entre peso X emagrecimento. O autor do vídeo Treinador Cassiano Teixeira, atuando como personal a 15 anos na cidade de Uberlândia e fundador dos sistemas de treinamento: Projeto 60 dias / 60 FIT e Full Body.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Como aumentar a autoestima: psicóloga fala sobre sintomas e tratamento.


Insegurança, necessidade de aprovação, insatisfação crônica e dificuldade em impor limites são alguns sinais.
A autoestima pode ser definida como a forma como enxergamos a nós mesmos. Ela expressa o quanto nos respeitamos e nos queremos bem, e isso é refletido nas situações em que nos colocamos e nas decisões que fazemos para nós mesmos.
.
Reflita sobre como está sua vida atualmente: as atitudes que toma são benéficas para você? Sua postura diante das situações é, no geral, positiva? Você está contente consigo mesmo? Se as respostas forem negativas, seu amor próprio está prejudicado e precisa ser trabalhado através da autoajuda – ou seja, o tratamento depende somente de você.
.
A autoestima baixa influencia absolutamente todos os campos da vida. “Uma pessoa sem autoestima não gosta dela mesma, por isso faz escolhas ruins para si. Nos relacionamentos amorosos, se envolve com pessoas que a tratam mal ou que não estão disponíveis. Nas relações pessoais, busca amigos que não agregam nada e somente ‘sugam’. No campo profissional, não consegue evoluir, pois não tem confiança no próprio potencial e nem coragem para tentar algo novo, melhor. Ao primeiro obstáculo, já desiste. E no meio escolar, tem tanto medo do que os outros vão pensar que tem vergonha de tirar suas dúvidas com o professor. Tudo envolve uma autossabotagem”, explica a psicóloga Pamela Magalhães, especialista clínica e em relacionamentos.
.
Analise seu relacionamento: ele te faz feliz ou é destrutivo?

Origem do problema

A terapeuta afirma que a falta de conhecimento próprio e a autoimagem distorcida são a causa da falta de autoestima. Segundo explica, durante a infância, os pais (ou criadores) da criança precisam lhe dar atenção e reconhecimento. Aos poucos, esses “modelos” vão contando à criança quem ela é e dando parâmetros. Assim, ela desenvolverá sua autoimagem e, consequentemente, seu amor próprio.

No entanto, a pessoa que teve essa relação deficitária não recebeu referências suficientes de si mesma e, como resultado, não consegue se enxergar de forma plena. “Por conta disso, ela está constantemente se comparando aos outros e pedindo referências. Um exemplo clássico é quando duas amigas estão na praia e uma pergunta à outra: ‘eu estou gorda como aquela mulher?’. Quando não tenho clareza do que sou, preciso do outro como parâmetro”, explica a especialista.
.
Analise seu relacionamento: ele te faz feliz ou é destrutivo?

Origem do problema

A terapeuta afirma que a falta de conhecimento próprio e a autoimagem distorcida são a causa da falta de autoestima. Segundo explica, durante a infância, os pais (ou criadores) da criança precisam lhe dar atenção e reconhecimento. Aos poucos, esses “modelos” vão contando à criança quem ela é e dando parâmetros. Assim, ela desenvolverá sua autoimagem e, consequentemente, seu amor próprio.

No entanto, a pessoa que teve essa relação deficitária não recebeu referências suficientes de si mesma e, como resultado, não consegue se enxergar de forma plena. “Por conta disso, ela está constantemente se comparando aos outros e pedindo referências. Um exemplo clássico é quando duas amigas estão na praia e uma pergunta à outra: ‘eu estou gorda como aquela mulher?’. Quando não tenho clareza do que sou, preciso do outro como parâmetro”, explica a especialista.

Sintomas da falta de autoestima

Segundo a psicóloga, os principais sintomas e consequências do problema são:

Sentimento de insegurança. Geralmente, a pessoa tem muita dúvida e incerteza na tomada de decisão.
Pouca ou nenhuma autoconfiança. Mesmo estando em um emprego ruim, o indivíduo não faz esforços para sair de lá, pois não acha que tem capacidade para conseguir algo melhor.
Excesso de autocrítica. O paciente só enxerga seus próprios defeitos, e ignora as qualidades.
Intolerância à frustração. Segundo Pamela, esta característica fica evidente no ambiente de trabalho, quando a pessoa recebe uma crítica. “Se sei que sou boa, o que o outro fala é importante, mas não é determinante para a definição que tenho de mim mesma. Quando sou frágil, qualquer pessoa que me critica acaba comigo. Eu posso acabar comigo – até porque o que eu falo pouco importa para mim –, mas quando o outro fala, não consigo lidar, porque valorizo muito mais a opinião dele do que a minha”, explica.
Tendência a relacionamentos destrutivos. A pessoa pensa que não é merecedora de coisas boas e, portanto, só se relaciona com pessoas ruins, que fazem mal.
Permissividade. Há dificuldade na imposição de limites. “Como ela tem medo de desagradar os outros, deixa que façam o que quiserem com ela. Se mora na zona sul, dá carona para o amigo até a zona norte, só para agradá-lo”, ilustra a terapeuta.
Dificuldade em aceitar elogios. Como o paciente não consegue encontrar valor no que faz, desconfia quando o outro encontra.
Vulnerabilidade emocional muito grande, o que leva à dependência afetiva, ou “carência”.
Sentimento crônico de insatisfação. Nunca nada está bom. O indivíduo sente uma angústia e ansiedade constantes e tem pensamentos pessimistas e negativistas.
Sentimento de inferioridade. “Qualquer um é melhor que eu.”
Necessidade de aprovação. “Você achou que eu falei bem? Este texto está bom? Esta roupa fica bem em mim?” são questionamentos frequentes da pessoa sem autoestima.
.
Converse consigo e cuide de você com o mesmo carinho com que cuida dos outros

Elevar a autoestima

Apesar de ser construída durante a infância e adolescência, a autoestima pode ser tratada e recuperada em qualquer fase da vida. “Eu posso, através das minhas escolhas, ir alimentando essa estima. Quando tomo decisões destrutivas para mim, sem querer fortaleço aquilo que mais me incomoda. No entanto, quando faço movimentos positivos, inverto essa situação. Funciona como um ciclo: quanto mais escolhas positivas faço, mais estima passo a ter por mim mesma, e quanto maior minha autoestima, mais positivas serão minhas escolhas”, afirma Pamela.

Analise sua vida. Você está no emprego que gostaria? Está feliz no seu relacionamento? Gosta dos seus amigos? Está satisfeito consigo mesmo? Se a resposta for não, faça algum movimento para mudar essas situações.
Não seja imediatista. Você julgou que precisa melhorar sua situação? Ótimo. Porém, não queira mudar sua vida do dia para a noite. “Da mesma forma que você não chegou a essa situação por mágica, ela não será resolvida assim. O resultado é de pouco em pouco”, afirma Pamela. Faça movimentos pequenos para promover uma mudança. “Quando nos damos conta de que estamos insatisfeitos com nós mesmos, tendemos a ser radicais: ou fazemos uma mudança drástica ou continuamos exatamente iguais. Sentimos preguiça só de pensar no esforço enorme que temos de fazer e nem sequer pensamos na possibilidade de promover uma pequena mudança”, afirma a psicóloga.
Evite a autocrítica demasiada. Permita-se errar. Trabalhe a aceitação à frustração e procure não se torturar ao falhar. Entenda que nunca vamos agradar a todos, pois isso é impossível, e que perdas são inevitáveis e fazem parte da vida.
Evite criticar demais os outros. Procure observar suas qualidades, e não só os defeitos. “Quando olhamos para as qualidades dos outros, conseguimos nos apropriar um pouco delas”, afirma Pamela.
Não fuja dos obstáculos. Entenda que, mesmo que você não alcance seu objetivo, vivenciar as dificuldades irá te fortalecer.
Ouça suas próprias vontades. Converse consigo mesmo e descubra aquilo que realmente quer. Tente se tratar com o mesmo cuidado e carinho com que trata os outros. Faça atividades que lhe façam bem, se coloque em situações gostosas e se relacione com pessoas interessantes.
Aprenda a dar limites. Não deixe que o outro invada seu espaço e reflita se a atitude que está tomando é para agradar outra pessoa ou para beneficiar a si mesmo. Não encare isso como egoísmo, mas sim como autoproteção.
Exercite o autoconhecimento. Reconheça seus defeitos e qualidades e encare-os como o conjunto de características que formam quem você é. Responsabilize-se por suas escolhas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Depoimento de nossa aluna Kamila Faina

Eu sempre achei que se conseguisse emagrecer seria bem mais feliz! Imaginava-me experimentando todas as roupas que eu sonhava usar e não o fazia por conta dos quilos e quilos a mais; via-me ‘desfilando’ para as pessoas mostrando meu novo e esbelto corpo, como se essa conquista mudasse alguma coisa na vida delas, pura ingenuidade da minha parte; enfim, colocava toda minha esperança apenas no exterior, como se isso fosse tão importante assim. Não tinha noção alguma de que o impacto maior estava por acontecer aqui dentro!
.
Insisto sempre em dizer que para emagrecer é necessário ter um OBJETIVO CONSISTENTE e que não esteja de forma alguma atrelado a motivos externos e nem a terceiros, como por exemplo, um evento importante ou a ‘necessidade’ de impressionar alguém.
.
Emagrecer é um ato de amor e não simplesmente vaidade; é responsabilidade e não algo aleatório; é mudança de vida e não uma modalidade; é algo que exige significado e não algo inconsistente.
Se por acaso isso ainda não aconteceu com você, não fique triste, de verdade. Mas, queira buscar esta vontade cada vez mais aí dentro, se encontrará com ela, não sem dedicação, é claro. Mas, ela está aí e só você pode tocá-la! Por que emagrecer te faz feliz?
.
Ter emagrecido 10 kg me fez uma pessoa melhor! Mais bela, eu concordo, mas especialmente por ver a vida de forma mais atraente, de ter me convencido de que eu sou muito mais que apenas meu corpo, que eu tenho vontades e que elas surgem de mim e não das pessoas que me cercam, por mais que me amem; que SÓ EU posso tomar a iniciativa de mudar minha vida a começar pelo primeiro passo!
.
São muitas descobertas que vão muito além da balança, que diz de vida e não de culotes, de coragem e pertencimento a mim mesma e não de moda ditada ou olhares externos!
.
Depoimento da Aluna do Projeto 60 dias, Kamila Faina.